Sempre quis ser muitas coisas na vida. Não fui nenhuma das que imaginei.
Nunca me tinha passado pela cabeça ser escritora, talvez por adorar livros desde miúda e pelo respeito que tinha (e tenho) por quem inventa histórias e as coloca com mestria num papel.
No entanto, sempre brinquei com imensa criatividade e imaginação nunca me faltou!
Nos transportes públicos, criava histórias de vida na minha cabeça enquanto observava quem me rodeava, sem se aperceber.
Ainda hoje gosto de fazer essa espécie de turismo humano. Sentar-me numa esplanada e ver quem passa, criar-lhes enredos. Dar-lhes cores, como quem pinta um quadro.
Talvez por isso, e mesmo sem ter planeado, a vida encarregou-se de me colocar no lugar certo.
Costumo dizer que os livros é que me escolhem quando passeio por uma livraria ou feira. Parece-se que se vêm colar às mãos.
Neste caso, as minhas mãos foram-se agarrar às letras e toda a minha criatividade guardada teve de sair.
Já lá vão quatro!
Obrigada vida, por me levares.

