Tempo
Pior que dias intermináveisSão as noites sem fim Os minutos em que não te oiço respirarOs segundos da tua ausência […]
Pior que dias intermináveisSão as noites sem fim Os minutos em que não te oiço respirarOs segundos da tua ausência […]
Saudades quando te tinha bebé. Sentir o teu cabelo fininho, suave, que aspirava a cada inspiração, a tua cabecinha macia,
Olhos fechadosAguardavaA música ia chegandoAos poucos enchia a pistaSubindo sem pressa Começava a sentir-lhe a invasãoQue a ia despindoDos olharesDos
Apenas um soproE tudo que és já eraLutas em vãoGuerreiros da féSoldados de sangueDestinados à nascençaSem eira nem beiraOrdens de
Por quanto tempo se consegue domar um coração?Dizer-lhe o que sentirSim, porque ele só sente O cérebro ordena-lhe:QuietoFicaSentaDeitaEle obedeceOrelhas murchasFocinho
Gosto de sexo. Não vou mentir. Não vou dizer que foi pelo dinheiro, não. Foi pela diversão, pela adrenalina e
Tranquila como uma florestaPor dentro um fogo que arde Nem sempre o rio corre tranquiloNem sempre o mar está calmoNem
Como viveria eu sem ti?Alma errante abandonadaTriste em tudo seria Existir sem respirarAcordar sem luz do solAdormecer sem estrelasUma praia
Texto e poema publicados no jornal “A Voz de Paço de Arcos”, que saiu este mês.