Espreito por entre as frestas
Do estore entreaberto
Por onde te consigo ver sem que me vejas
Finjo a ausência distraída
Aproveito o descuido dos teus passos em frente à minha janela
Olhas à procura de um sinal
Eu escondo-me como se adivinhasses que estou ali
Sinto-me exposta
Apanhada em delito
Terás ouvido o meu coração?
Bate como um tambor desenfreado
Será que o teu também?


🙂
Que poema fascinante! Há uma delicadeza incrível na forma como capta a eletricidade do “quase-encontro”.
Muito obrigada